PONTO DE VISTA PSIQUIATRICO
A pedofilia é uma psicopatologia, uma perversão sexual com caráter compulsivo e obsessivo, na qual, adultos, geralmente do sexo masculino, apresentam uma atração sexual, exclusiva ou não, por crianças e adolescentes impúberes. Alguns consideram a pedofilia uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas) que ocorre em diversas psicopatologias.
O pedófilo é um indivíduo aparentemente normal, inserido na sociedade. Costuma ser "uma pessoa acima de qualquer suspeita", aos olhos da sociedade, o que facilita a sua atuação.
Geralmente ele não pratica atos de violência física contra a criança. Age de forma sedutora, conquistando a confiança da criança. Mas pode se tornar violento e até matar suas vítimas.
Algumas situações bem atuais divulgadas na mídia nacional e internacional mostram como a pedofilia ocorre em todos os países, independente de classe social e situação econômica: padres e bispos denunciados e condenados nos EUA, Reino Unido, França e Polônia; educadores no Reino Unido e França; indivíduos de classe média de 10 países denunciados e punidos por pornografia infantil na Internet, graças à Operação Catedral. Na Bélgica o divulgado caso de Marc Dutroux, pedófilo que assassinou 4 adolescentes mobilizou toda a população. Recentemente funcionários de organizações internacionais ligadas a ONU, foram acusados de praticarem abusos sexuais com crianças africanas. Nos EUA, o assassinato de uma criança, Megan Kanka, por um pedófilo, levou à instituição da "Megan Law", que obriga o registro fotográfico de todos os pedófilos dos EUA e o seu acesso às informações pela população. No Reino Unido o assassinato da menina Sarah Payne, também por um pedófilo, tem mobilizado a população para a aprovação, por analogia com a lei americana, da "Sarah Law". No Brasil, entre outras situações de abuso sexual contra crianças, tem sido noticiado o envolvimento de médicos, padres, educadores e síndicos de condomínios. O uso da Internet para divulgação da pornografia com crianças e adolescentes por pessoas da classe média tem sido denunciado em vários estados brasileiros.
O combate à pedofilia é um desafio para todos os países. Nos EUA além do registro obrigatório, tem sido proposto a castração química através da aplicação de hormônio feminino e até a castração física do pedófilo. Além do tratamento hormonal, a psicoterapia tem sido aplicada.
O pedófilo pelo seu caráter compulsivo e obsessivo, tende a continuar a sua atuação quando libertado, após cumprir penas que geralmente variam de 4 a 10 anos de reclusão. Devem continuar a ser monitorados, após o cumprimento de suas penas.
Além das medidas citadas, a melhor maneira de evitar que crianças continuem a ser abusadas por pedófilos, é estarem todos bem informados para prevenir e proteger seus filhos.
Só a aplicação da lei não é suficiente.
Dr. Lauro Monteiro Filho
Médico Pediatra/Secretário Executivo da ABRAPIA
"AONDE A VIDA SE TORNA ARTE E A ARTE SE TORNA VIDA."
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A PEDOFILIA
Sem dúvida alguma, o crime do momento é a pedofilia. A veiculação de notícias envolvendo este tipo de conduta, pela imprensa, traz a certeza da atenção do público e, conseqüentemente, acarreta intensa discussão sobre o tema.
Afora o debate sobre a influência da mídia na sociedade ou a capacidade de dominação do “quarto poder”, o certo é que as chamadas referentes à pedofilia são a sensação da atualidade.
Se houver um padre envolvido, então, nem se fala.
Via de regra, a atenção sobre a criminalidade tem ocorrido desta forma.
Um ou outro delito, em dado momento, está em voga. Hoje, assalto à banco, “serial killer”, ou “motorista embriagado que atropela” são “out”. Pedofilia é “in”.
Alguém ainda recorda dos nomes do “maníaco do parque” ou do “pescador de Rio Grande”?
Alguém lembra dos seus rostos ou sabe o que aconteceu com eles?
Talvez um deles esteja sentado ao seu lado agora.
Até os crimes do colarinho branco estão um pouco fora de uso, apesar de que, sob certa ótica, sejam mais ou menos como aquele vestido-preto-básico: nunca sai da moda.
O caso é que a pedofilia é o grande assunto e a imprensa sabe disso.
As manchetes dos jornais apontam nesse sentido, quem sabe, com um certo e encoberto intuito sensacionalista: “Servidor público é acusado de pedofilia no PR”, “garçom é preso com 28.000 fotos de sexo entre crianças”, “padre pedófilo é preso em flagrante em Piracicaba” ou “professor de futebol é preso sob acusação de pedofilia”, e assim por diante.
Resta esclarecer, entretanto, o quê a imprensa sabe sobre isso. Ou melhor, até onde a pedofilia realmente pode ser incriminada?
Uma revista de cunho supostamente científico, tenta estabelecer o perfil das pessoas que abusam de menores. Para tal diagnóstico, manda o leitor observar aquele bom rapaz da vizinhança, simpático, cordato, prestativo, principalmente com a meninada. Diz que o pedófilo seria do tipo que não tem namorada, podendo estar oculto no instrutor dos escoteiros ou no professor de educação física.
Salve-se quem puder!
Claro que, em seguida, repara a análise, afirmando que a maioria destas pessoas são apenas “legais” e uma porcentagem delas é que teria o intuito de molestar uma criança.
Ainda assim, a partir de agora desconfie de sua própria sombra, pois ela pode querer satisfazer a sua concupiscência sem que você perceba.
Não pretendemos discutir, aqui, a questão da atitude da sociedade quanto à participação da criança em práticas sexuais com pessoa adulta. Em que pese, ao longo da história, a admissão desta prática ter oscilado entre a tolerância e a reprovação, vamos considerar ter havido uma inclinação do pensamento por torná-la abjeta nos tempos atuais.
É certo, contudo, que, em pelo menos três tradições históricas, pode-se vislumbrar uma certa normalidade nas relações sexuais adulto-criança. Tivemos os efebos do amor grego, de vocação homossexual, e as tolerâncias sumeriana e judaica (veja-se a história dos deuses Enlil e Ninlil, bem como o Talmud, respectivamente), onde há permissão para o casamento de homens adultos com meninas. Isto, sem levarmos em conta nossas ninfetas e lolitas, bem mais modernas, estereotipadas pela literatura na obra do russo Vladimir Nabokov, em meados do século passado.
Repito, porém, que vamos atender à dita normalidade, estabelecendo a ojeriza como regra para tal prática sexual.
Com efeito, a pedofilia é crime em diversos países. Nos Estados Unidos, a produção e a comercialização de pornografia infantil é proibida, assim como na Inglaterra, onde a simples posse deste tipo de material é crime.
E no Brasil? Qual a conseqüência legal de ser um pedófilo?
Bom ai eu questiono como fica a prostituição infantil, gerada pela propria sociedade e os "POLITICAMENTE CORRETOS", que em vez de canalizar as verbas destinadas á população nordestina, e do norte do Brasil, simplesmente á embolsam, será que estes individuos politicamente corretos não são pedofilos inrustidos, pois inderetamente induzem a prostituição infantil consciênte.
transar com uma menina de 9 anos que vem até você, por R$ 10,00 para ajudar a familia a sustentar os irmãos "menores",e convidar , induzir uma menina de 9 anos, não é a mesma coisa?
Qual a diferença, a idade é a mesma, os traumas vão ser os mesmos ou até piores.
Quando faço este adendo, deixo uma abertura para pensarmos melhor nas nossas escolhas
futuras de pessoas "politicamente corretas.
Isto não quer dizer que concordo com qualquer das pratícas, para mim, qualquer uma é uma aberração.
Para esta análise, primeiramente, devemos estabelecer o que é a pedofilia.
Como objeto da Medicina Legal, considerando a psicopatologia forense e as variações entre os autores, a pedofilia é uma anomalia da sexualidade do indivíduo, a chamada perversão. Mas, se preferirmos ser mais contundentes, podemos denominar até de aberração sexual.
Nos termos do Código Internacional de Doenças da Décima Conferência de Genebra – CID-10, a pedofilia (F65.4) seria um transtorno da preferência sexual, definido como a preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes ou no início da puberdade.
Manif e Elias Zacharias, in Dicionário de Medicina Legal, assim conceituam: “Atração sexual de pessoas adultas por crianças. Trata-se de parafilia geralmente observada entre homens, mas de cuja prática, todavia, não se excluem as mulheres. O objeto do erotismo mórbido podem ser crianças exclusivamente do sexo masculino ou feminino, como também, indiferentemente, de um e de outro sexo.”
Vejamos, então, que estamos diante de um distúrbio psíquico, assim como diariamente deparamo-nos com tantos outros, tenham eles cunho sexual ou não.
O fetichismo, o exibicionismo, a obsessão-compulsão e, inclusive, o famigerado transtorno anti-social, igualmente se constituem em distúrbios da personalidade. Entretanto, a existência de quaisquer dessas anomalias, por si só, não caracteriza ilícito penal algum.
Isto é, o mero diagnóstico de ser uma pessoa um pedófilo, não pode ensejar o seu sancionamento legal de maneira quase automática, pura e simplesmente.
Não pretendemos, de forma alguma, convalescer esta ignóbil prática sexual. A repugnância moral é patente, mas deve-se atentar para as conseqüências legais dos atos do pedófilo, eis que alguns deles poderão ser irrelevantes ao Direito.
Imaginem caso estivéssemos autorizados a reprovar legalmente um indivíduo, por ser ele portador de um distúrbio narcisista de personalidade, por exemplo (aliás, transtorno que seria constatado em diversos de nossos governantes):
— Senhor Presidente, Vossa Excelência está sendo presa por ser portador de transtorno narcisista de personalidade. A nação não pode ser abandonada, enquanto o senhor permanece se olhando no espelho!
Paródia à parte, reitero, o pedófilo, exclusivamente por seu distúrbio, não pode ser repreendido pela sociedade. Não, ao menos, em termos legais penais.
Eventualmente, as ações deste perturbado é que poderão sofrer a reprimenda legal.
A legislação pátria não prevê, expressamente, o enquadramento da pedofilia como crime. Existem sim, alguns delitos outros que podem, eventualmente, ter a sua origem a partir deste distúrbio psíquico.
A primeira idéia que temos da violência de um adulto contra uma criança é a do abuso sexual.
Esta situação, por sua vez, enseja a ocorrência dos crimes de estupro ou de atentado violento ao pudor, dependendo das circunstâncias em que ocorrem o ato libidinoso, conforme suas previsões nos artigos 213 e 214, respectivamente, do Código Penal.
Sucintamente, lembro que para a perpetração do primeiro delito, estupro, se faz necessária a conjunção carnal entre a vítima e o ofensor, isto é, a cópula pênis-vagina, a qual é requisito inafastável para a caracterização deste tipo de crime. Obviamente, portanto, o “estupro”, associado ao homossexualismo, é impossível.
Para os demais tipos de situação de violência sexual, geralmente, vislumbramos o tipo do atentado violento ao pudor, onde se abarcam todos os demais atos libidinosos, desde que diversos da conjunção carnal. Aí encontramos, então, o coito anal, o sexo oral, a masturbação, o toque das mãos nos órgãos genitais, enfim, qualquer ato lascivo, se concretizado com o escopo de satisfazer o instinto sexual e caso cometido mediante violência ou grave ameaça à vítima.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13/07/90, igualmente capitula a existência de crimes envolvendo a pornografia infantil.
O artigo 240 assim expressa: “Produzir ou dirigir representação teatral, televisiva ou película cinematográfica, utilizando-se de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica”. Enquanto o artigo 241 estabelece: “Fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança ou adolescente”.
Em ambos as situações, a pena prevista vai de um a quatro anos de reclusão.
Outros delitos, ainda, evidentemente poderão derivar de violência por parte um adulto contra uma criança, tais como homicídio ou lesão corporal, mas como estamos tratando especificamente da pedofilia, atemo-nos aos de conotação sexual.
Se a legislação vigente penaliza, nesse caso, o ato de “fotografar ou publicar cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente”, o que pode acontecer com aquele pedófilo que sacia sua libido vendo as imagens pornográficas “baixadas” pela internet? Que se delicia em frente ao computador com a visão de atos sexuais com menores?
Nada pode acontecer.
Exatamente isso, nada pode ser feito, pelo menos até o presente momento, diante da ausência de previsão legal.
Por mais execrável que pareça, o pedófilo tem assegurado o seu direito de satisfazer sua lascívia, desde que suas atitudes não atentem diretamente à incolumidade de outras pessoas. Isto é, se seus atos não se direcionarem para a propagação da sua depravação, seja praticando ou auxiliando a violência contra crianças, seja produzindo ou repassando o material pornográfico que possui, seu distúrbio nada extrapola além da moral social.
O “publicar” a que se refere o texto legal, compreende a definição de tornar público, acessível a qualquer pessoa, divulgar. Conclusivamente, embora esse tipo de material exponha a criança ou adolescente, não existe infração. Aliás, o envio de um e-mail a uma outra pessoa determinada, ainda que contenha imagens de sexo ou pornografia infantis, por não tornar público seu conteúdo, isto é, não ensejar o acesso livre ao material, igualmente não caracteriza ilícito penal. Claro, que não afasta, por outro lado, a agressão aos valores éticos e morais de toda a sociedade.
É como o fetichista, que no âmbito da sua individualidade, pode perfeitamente deleitar-se com o uso de seus utensílios esdrúxulos.
O portador do transtorno de pedofilia é, portanto, antes de um criminoso, um doente, ao menos enquanto nossos legisladores assim não o definirem.
Como assinala Sandro D’Amato Nogueira, “devemos distinguir o transtorno sexual ou parafilia, que é uma característica da personalidade, do delinqüente sexual, que é um transgressor das normas sociais, jurídicas e sociais”.
Se torna imperioso, desta forma, que a sociedade e, principalmente, aqueles que difundem as informações, de modo especial a imprensa, atentem para esta situação: Um doente, por mais aviltante que seja o seu transtorno, não necessariamente será um criminoso.
Bibliografia:
Furniss, Tilman - Abuso Sexual da Criança, Artes Médicas, 1993;
Croce, Delton e Delton Jr. - Manual de Medicina Legal, Editora Saraiva, 1998;
Zacharias, Manif e Elias - Dicionário de Medicina Legal, Ibrasa – Champagnat, 1991;
Azevedo, Maria Amália e Guerra, Viviane Nogueira de Azevedo – Pele de Asno Não é Só História, Roca, 1988;
Cury, Munir, Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado - Malheiros Editores, 2000;
Pereira, Tânia da Silva – Direito da Criança e do Adolescente, Renovar, 1996;
Garcia, Roberto Soares – Notas sobre pornografia infantil ou juvenil por meio da internet, http://www.ibccrim.com.br, 2001;
Castro, Carla Rodrigues Araújo de – Impunidade na Internet, http://www.ibccrim.com.br, 2001;
Nogueira, Sandro D’Amato – Pedofilia e o tráfico de menores pela internet: o lado negro da web, http://www.ibccrim.com.br, 2001;
Revista Superinteressante, Inocência Roubada, Abril, 2002.
Sobre a pedofilia.
GRUPO DE ESTUDOS SOBRE DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM DA UFPR.
TANIA ZOTTO
Afora o debate sobre a influência da mídia na sociedade ou a capacidade de dominação do “quarto poder”, o certo é que as chamadas referentes à pedofilia são a sensação da atualidade.
Se houver um padre envolvido, então, nem se fala.
Via de regra, a atenção sobre a criminalidade tem ocorrido desta forma.
Um ou outro delito, em dado momento, está em voga. Hoje, assalto à banco, “serial killer”, ou “motorista embriagado que atropela” são “out”. Pedofilia é “in”.
Alguém ainda recorda dos nomes do “maníaco do parque” ou do “pescador de Rio Grande”?
Alguém lembra dos seus rostos ou sabe o que aconteceu com eles?
Talvez um deles esteja sentado ao seu lado agora.
Até os crimes do colarinho branco estão um pouco fora de uso, apesar de que, sob certa ótica, sejam mais ou menos como aquele vestido-preto-básico: nunca sai da moda.
O caso é que a pedofilia é o grande assunto e a imprensa sabe disso.
As manchetes dos jornais apontam nesse sentido, quem sabe, com um certo e encoberto intuito sensacionalista: “Servidor público é acusado de pedofilia no PR”, “garçom é preso com 28.000 fotos de sexo entre crianças”, “padre pedófilo é preso em flagrante em Piracicaba” ou “professor de futebol é preso sob acusação de pedofilia”, e assim por diante.
Resta esclarecer, entretanto, o quê a imprensa sabe sobre isso. Ou melhor, até onde a pedofilia realmente pode ser incriminada?
Uma revista de cunho supostamente científico, tenta estabelecer o perfil das pessoas que abusam de menores. Para tal diagnóstico, manda o leitor observar aquele bom rapaz da vizinhança, simpático, cordato, prestativo, principalmente com a meninada. Diz que o pedófilo seria do tipo que não tem namorada, podendo estar oculto no instrutor dos escoteiros ou no professor de educação física.
Salve-se quem puder!
Claro que, em seguida, repara a análise, afirmando que a maioria destas pessoas são apenas “legais” e uma porcentagem delas é que teria o intuito de molestar uma criança.
Ainda assim, a partir de agora desconfie de sua própria sombra, pois ela pode querer satisfazer a sua concupiscência sem que você perceba.
Não pretendemos discutir, aqui, a questão da atitude da sociedade quanto à participação da criança em práticas sexuais com pessoa adulta. Em que pese, ao longo da história, a admissão desta prática ter oscilado entre a tolerância e a reprovação, vamos considerar ter havido uma inclinação do pensamento por torná-la abjeta nos tempos atuais.
É certo, contudo, que, em pelo menos três tradições históricas, pode-se vislumbrar uma certa normalidade nas relações sexuais adulto-criança. Tivemos os efebos do amor grego, de vocação homossexual, e as tolerâncias sumeriana e judaica (veja-se a história dos deuses Enlil e Ninlil, bem como o Talmud, respectivamente), onde há permissão para o casamento de homens adultos com meninas. Isto, sem levarmos em conta nossas ninfetas e lolitas, bem mais modernas, estereotipadas pela literatura na obra do russo Vladimir Nabokov, em meados do século passado.
Repito, porém, que vamos atender à dita normalidade, estabelecendo a ojeriza como regra para tal prática sexual.
Com efeito, a pedofilia é crime em diversos países. Nos Estados Unidos, a produção e a comercialização de pornografia infantil é proibida, assim como na Inglaterra, onde a simples posse deste tipo de material é crime.
E no Brasil? Qual a conseqüência legal de ser um pedófilo?
Bom ai eu questiono como fica a prostituição infantil, gerada pela propria sociedade e os "POLITICAMENTE CORRETOS", que em vez de canalizar as verbas destinadas á população nordestina, e do norte do Brasil, simplesmente á embolsam, será que estes individuos politicamente corretos não são pedofilos inrustidos, pois inderetamente induzem a prostituição infantil consciênte.
transar com uma menina de 9 anos que vem até você, por R$ 10,00 para ajudar a familia a sustentar os irmãos "menores",e convidar , induzir uma menina de 9 anos, não é a mesma coisa?
Qual a diferença, a idade é a mesma, os traumas vão ser os mesmos ou até piores.
Quando faço este adendo, deixo uma abertura para pensarmos melhor nas nossas escolhas
futuras de pessoas "politicamente corretas.
Isto não quer dizer que concordo com qualquer das pratícas, para mim, qualquer uma é uma aberração.
Para esta análise, primeiramente, devemos estabelecer o que é a pedofilia.
Como objeto da Medicina Legal, considerando a psicopatologia forense e as variações entre os autores, a pedofilia é uma anomalia da sexualidade do indivíduo, a chamada perversão. Mas, se preferirmos ser mais contundentes, podemos denominar até de aberração sexual.
Nos termos do Código Internacional de Doenças da Décima Conferência de Genebra – CID-10, a pedofilia (F65.4) seria um transtorno da preferência sexual, definido como a preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes ou no início da puberdade.
Manif e Elias Zacharias, in Dicionário de Medicina Legal, assim conceituam: “Atração sexual de pessoas adultas por crianças. Trata-se de parafilia geralmente observada entre homens, mas de cuja prática, todavia, não se excluem as mulheres. O objeto do erotismo mórbido podem ser crianças exclusivamente do sexo masculino ou feminino, como também, indiferentemente, de um e de outro sexo.”
Vejamos, então, que estamos diante de um distúrbio psíquico, assim como diariamente deparamo-nos com tantos outros, tenham eles cunho sexual ou não.
O fetichismo, o exibicionismo, a obsessão-compulsão e, inclusive, o famigerado transtorno anti-social, igualmente se constituem em distúrbios da personalidade. Entretanto, a existência de quaisquer dessas anomalias, por si só, não caracteriza ilícito penal algum.
Isto é, o mero diagnóstico de ser uma pessoa um pedófilo, não pode ensejar o seu sancionamento legal de maneira quase automática, pura e simplesmente.
Não pretendemos, de forma alguma, convalescer esta ignóbil prática sexual. A repugnância moral é patente, mas deve-se atentar para as conseqüências legais dos atos do pedófilo, eis que alguns deles poderão ser irrelevantes ao Direito.
Imaginem caso estivéssemos autorizados a reprovar legalmente um indivíduo, por ser ele portador de um distúrbio narcisista de personalidade, por exemplo (aliás, transtorno que seria constatado em diversos de nossos governantes):
— Senhor Presidente, Vossa Excelência está sendo presa por ser portador de transtorno narcisista de personalidade. A nação não pode ser abandonada, enquanto o senhor permanece se olhando no espelho!
Paródia à parte, reitero, o pedófilo, exclusivamente por seu distúrbio, não pode ser repreendido pela sociedade. Não, ao menos, em termos legais penais.
Eventualmente, as ações deste perturbado é que poderão sofrer a reprimenda legal.
A legislação pátria não prevê, expressamente, o enquadramento da pedofilia como crime. Existem sim, alguns delitos outros que podem, eventualmente, ter a sua origem a partir deste distúrbio psíquico.
A primeira idéia que temos da violência de um adulto contra uma criança é a do abuso sexual.
Esta situação, por sua vez, enseja a ocorrência dos crimes de estupro ou de atentado violento ao pudor, dependendo das circunstâncias em que ocorrem o ato libidinoso, conforme suas previsões nos artigos 213 e 214, respectivamente, do Código Penal.
Sucintamente, lembro que para a perpetração do primeiro delito, estupro, se faz necessária a conjunção carnal entre a vítima e o ofensor, isto é, a cópula pênis-vagina, a qual é requisito inafastável para a caracterização deste tipo de crime. Obviamente, portanto, o “estupro”, associado ao homossexualismo, é impossível.
Para os demais tipos de situação de violência sexual, geralmente, vislumbramos o tipo do atentado violento ao pudor, onde se abarcam todos os demais atos libidinosos, desde que diversos da conjunção carnal. Aí encontramos, então, o coito anal, o sexo oral, a masturbação, o toque das mãos nos órgãos genitais, enfim, qualquer ato lascivo, se concretizado com o escopo de satisfazer o instinto sexual e caso cometido mediante violência ou grave ameaça à vítima.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13/07/90, igualmente capitula a existência de crimes envolvendo a pornografia infantil.
O artigo 240 assim expressa: “Produzir ou dirigir representação teatral, televisiva ou película cinematográfica, utilizando-se de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica”. Enquanto o artigo 241 estabelece: “Fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança ou adolescente”.
Em ambos as situações, a pena prevista vai de um a quatro anos de reclusão.
Outros delitos, ainda, evidentemente poderão derivar de violência por parte um adulto contra uma criança, tais como homicídio ou lesão corporal, mas como estamos tratando especificamente da pedofilia, atemo-nos aos de conotação sexual.
Se a legislação vigente penaliza, nesse caso, o ato de “fotografar ou publicar cena de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente”, o que pode acontecer com aquele pedófilo que sacia sua libido vendo as imagens pornográficas “baixadas” pela internet? Que se delicia em frente ao computador com a visão de atos sexuais com menores?
Nada pode acontecer.
Exatamente isso, nada pode ser feito, pelo menos até o presente momento, diante da ausência de previsão legal.
Por mais execrável que pareça, o pedófilo tem assegurado o seu direito de satisfazer sua lascívia, desde que suas atitudes não atentem diretamente à incolumidade de outras pessoas. Isto é, se seus atos não se direcionarem para a propagação da sua depravação, seja praticando ou auxiliando a violência contra crianças, seja produzindo ou repassando o material pornográfico que possui, seu distúrbio nada extrapola além da moral social.
O “publicar” a que se refere o texto legal, compreende a definição de tornar público, acessível a qualquer pessoa, divulgar. Conclusivamente, embora esse tipo de material exponha a criança ou adolescente, não existe infração. Aliás, o envio de um e-mail a uma outra pessoa determinada, ainda que contenha imagens de sexo ou pornografia infantis, por não tornar público seu conteúdo, isto é, não ensejar o acesso livre ao material, igualmente não caracteriza ilícito penal. Claro, que não afasta, por outro lado, a agressão aos valores éticos e morais de toda a sociedade.
É como o fetichista, que no âmbito da sua individualidade, pode perfeitamente deleitar-se com o uso de seus utensílios esdrúxulos.
O portador do transtorno de pedofilia é, portanto, antes de um criminoso, um doente, ao menos enquanto nossos legisladores assim não o definirem.
Como assinala Sandro D’Amato Nogueira, “devemos distinguir o transtorno sexual ou parafilia, que é uma característica da personalidade, do delinqüente sexual, que é um transgressor das normas sociais, jurídicas e sociais”.
Se torna imperioso, desta forma, que a sociedade e, principalmente, aqueles que difundem as informações, de modo especial a imprensa, atentem para esta situação: Um doente, por mais aviltante que seja o seu transtorno, não necessariamente será um criminoso.
Bibliografia:
Furniss, Tilman - Abuso Sexual da Criança, Artes Médicas, 1993;
Croce, Delton e Delton Jr. - Manual de Medicina Legal, Editora Saraiva, 1998;
Zacharias, Manif e Elias - Dicionário de Medicina Legal, Ibrasa – Champagnat, 1991;
Azevedo, Maria Amália e Guerra, Viviane Nogueira de Azevedo – Pele de Asno Não é Só História, Roca, 1988;
Cury, Munir, Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado - Malheiros Editores, 2000;
Pereira, Tânia da Silva – Direito da Criança e do Adolescente, Renovar, 1996;
Garcia, Roberto Soares – Notas sobre pornografia infantil ou juvenil por meio da internet, http://www.ibccrim.com.br, 2001;
Castro, Carla Rodrigues Araújo de – Impunidade na Internet, http://www.ibccrim.com.br, 2001;
Nogueira, Sandro D’Amato – Pedofilia e o tráfico de menores pela internet: o lado negro da web, http://www.ibccrim.com.br, 2001;
Revista Superinteressante, Inocência Roubada, Abril, 2002.
Sobre a pedofilia.
GRUPO DE ESTUDOS SOBRE DISTURBIOS DE APRENDIZAGEM DA UFPR.
TANIA ZOTTO
domingo, 17 de maio de 2009
...Um Dia O Amor Perguntou Para A Saudade:

...Um Dia O Amor Perguntou Para A Saudade:
Por Que Teimas Em Entrar Nos Corações Das Pessoas?
E Com Um Suspiro Melancólico
A Saudade Respondeu:
Chego Nos Corações Onde Tu Deixaste De Habitar,
E Quando Entro Neles Encontro Tudo Desarrumado,
Sem Vida, Sem Perspectiva De Um Futuro Feliz.
E Então, Começo A Arrumar Tudo No Seu Devido Lugar.
E Quando Tudo Está Arrumadinho
Tu Voltas Com Seu Ar Brejeiro
E Toma Conta Novamente Do Lugar.
Então, O Amor Sorrindo, Respondeu:
Faço Parte Da Vida Das Pessoas.
Trago Alegria, Felicidade E A Esperança
Que Todos Necessitam Para Viver.
E Só Saio Dos Corações Das Pessoas
Que Não CONFIAM Em Mim...
sábado, 16 de maio de 2009
QUANDO AS ALMAS SE ENCONTRAM

QUANDO AS ALMAS SE ENCONTRAM
Dizem que para o amor chegar não há dia...
Não há hora...
E nem momento marcado para acontecer.
Ele vem de repente e se instala...
No mais sensível dos nossos órgãos... o coração.
Começo a acreditar que sim...
Mas percebo também que pelo fato
deste momento...
Não ser determinado pelas pessoas...
Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores...
Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada.
Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...
Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.
Elas se compreendem e sentem falta uma da outra....
Se entristecem por não terem se encontrado antes...
Afinal tudo poderia ser tão diferente.
No entanto sabem que o caminho é este...
E que não haverá retorno para as suas pretensões.
É como se elas falassem além das palavras...
Entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo...
Mesmo estando em lugares diferentes.
Quando almas afins se entrelaçam...
Passam a sentir saudade uma da outra...
Em um processo contínuo de reaproximação...
Até a consumação.
Almas que se encontram podem sofrer bastante também,
Pois muitas vezes tais encontros acontecem...
Em momentos onde não mais podem extravasar...
Toda a plenitude do amor...
Que carregam, toda a alegria de amar...
E de querer compartilhar a vida com o outro,
Toda a emoção contida à espera do encontro final.
Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,
Mas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol...
Ou de caminhar por uma estrada com lindas árvores...
Ver a noite chegar...
Ir ao cinema e comer pipocas...
Rir e brincar...
Brigar às vezes,
Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes...
Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo...
Sem que a despedida se faça presente.
Porém muitas vezes elas se encontram em um tempo...
E em um espaço diferente...
Do que suas realidades possam permitir.
Mas depois que se encontram...
Ficam marcadas ... tatuadas...
E ainda que nunca venham a caminhar para sempre juntas...
Elas jamais conseguirão se separar...
E o mais importante ...
Terão de se encontrar em algum lugar.
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...
Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade...
Que têm uma da outra para toda a eternidade
(Paulo Fuentes )
quarta-feira, 13 de maio de 2009
QUÁQUÁRAQUÁQUÁ RSRSRSRSRSRS

Quáquáraquáquá!!!
Quáquáraquáquá quem riu?
Quáquáraquáquá fui eu! (Elis Regina)
Hoje tô que nem a Elis (intimasíssima hahaha) com vontade de rir da vida, não que tenha acontecido algo assim de espetacular pra eu rir, mas penso que estar viva já é um grande motivo. E outra... já que só tenho essa vida, que ao meu ver passa rápido demais, não vou perder tempo me lamuriando e enchendo o saco dos outros, quero mais é rir mesmo!
Rir de mim, da minha falta de tempo, do trânsito que não anda, do encaixe do supermercado na agenda pois detesto fazer shopping, da minha baderna cerebral que troca nomes, palavras e que por vezes me deixa muda por segundos, minhas doguinhas pedindo comida, querendo passear, e eu tendo que fazer o almoço, tenho que postar minha mensagem no blog, entro no pc on line, vários me chamam e que daí só pode dar nisso (uauauauuau), telefone tocando, é a companhia querendo vender produto eu repito mil vezes “não” (humpf!) e da cara de pidona da lelleca querendo um biscoito, um doce, qualquer coisa que não seja sua insossa ração... quáquáraquáquá, essa sou eu!
Há muito tempo descobri que tinha duas opções: viver e curtir tudo isso, degustando prato a prato como num delicioso jantar a francesa ou servir tudo rapidamente num guloso buffet de muita quantidade e pouca qualidade, achando tudo cansativo demais, pesado demais, chato demais. A primeira escolha sempre me pareceu muito mais atraente, me fez experimentar o gostinho da vida, apreciar sabores, temperos, emoções, me deu frescor e alegria, e ainda, me tornou muito mais interessante perante a vida.
Claro que tive dias de desânimo, dias de chutar o balde, dias em que caíram meus butiás do bolso (essa foi boa!) mas hoje vejo que foram dias de puro aprendizado.
Por essas e outras, quero rir pelo dia de sol, pela saúde de todos, pelo amor pulsante, pela comida na mesa, pelo trabalho conquistado, pela graça de enxergar as maravilhas de Deus, pelas amigas-irmãs, por ser invisível as coisas que não são do bem e por escolher sorrir, ao invés de sofrer.
E como diz um certo português amigo de uma grande amiga: Há vidas melhores que esta, mas eu amo esta!!! e quero viver!!!!!
Beijocas e Boa Noite
Tania
terça-feira, 12 de maio de 2009
ESTOU FICANDO MAIS JOVEM


Pois é, acho que a quimio não é de todo maléfica, também tem seus pontos positivos, estou mais "cheinha", mas minha cabeça está a mil......
O que será heim!!!!!!!!!!
Acho que cheguei num ponto em que estou mandando as convênções ás favas, pois não estou nem ai em ser a certinha, que se cuida , só come folhinhas, quando tenho fome e consigo como o que quero e tenho vontade.
Ontem ainda estava conversando com uma amiga e falei para ela que estava com vontade de dar uns beijos, bem gostosos.....sem me preocupar com o que pensam de mim.
Dai lendo um texto, hoje, deparei-me com a seguinte pergunta, "Você sabia que a idade não é medida pelo tempo cronológico?"
E começei a pensar e não é que é mesmo,a jovialidade se encontra no espírito, na maneira como encaramos a vida.
Velho não é aquele que tem 80, 90 100 anos velho é aquele que se queixa de tudo, implica com tudo e vive irritado. Não importa se tem 10, 20 ou 50 anos: se apresentar estas caratristicas´,é velho. E sabe que eu estava ficando assim, até que acordei e vi que não tenho tanto tempo pela frente, e que o tempo que tenho devo aproveita-lo com qualidade.
Decidi concentrar minhas energias no resente que só pelo nome já nos diz que é um presente.

Não quero mais saber do Ontem? Amanhã? vou esquecer.Vo me surpreender e a todos que me rodeiam , pois vou canalizar todas as forças no agora.
Vou me livrar do passado, e vc que está lendo também deveria fazer o mesmo e veria o quanto é bom, saudável e renovador.
E também não quero mais me preocupar com o amanhã, como diz o poeta o amanhã á Deus pertence.
Começei a me restaurar da seguinte maneira, tirando tudo o que é velho, sem utilidade, renovando as enrgias e esquecendo o que é "careta", sim porque meu bem estar depende da minha vontade de renovar.
Quero conhecer pessoas novas, renovar os "antigos"....KKKKKKK
Fazer tudo que tinha vontade de fazer e não fazia, pois sempre ficava preocupada em
ser a certinha,fazer um esporte novamente, adoro natação, fiz durante anos e nunca me fez nenhum mal, não sei porque a deixei de lado, acho que estava envelhecendo....kkkkk

O que me despertou esta nova linha de pensamentos, foi parar, pensar e perceber quantas oportunidades de ser feliz, eu havia deixado passar.
Para fazer as coisas que gostamos, não precisamos de dinheiro e tempo, alias tempo é o que não me falta atualmente, pois o tenho de sobra.
Basta eu estar viva e lúcida.E estou....e muito ainda....
Descobri que eu posso fazer tudo,não preciso ter o amanhã,
O que importa mesmo é o meu hoje.
Abro espaço para fazer o que quero hoje!!!!!!!
QUero ter a abertura e o improvável,ficar solta , receber tudo o que vier e ainda de graça,ousar,ser mais flexível,voar. e sentir que estou viva, muito viva.
Não mais me preocupar com o amanhã, que não passa de um hoje que ainda não chegou.
romper com as regras abrir meu cofrinho e deixar meu espírito voar livree fazendo o que quer que deseje no momento.
a cada dia fazer sempre uma coisa nova diferente, andar descalça, de chinelo , com roupas despojadas, sem pensar em qualquer coisa que seja.
ROMPER TODOS OS LIMITES,EXPERIMENTE E VAI VER O QUANTO É BOM E O BEM QUE FAZ.
BEIJOS DE LUZ
TANIA
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Na frente do espelho

Na frente do espelho
Uma das poucas coisas que eu tenho certeza nessa vida, é que tudo que eu aprendi até agora não quer dizer absolutamente nada. Mas confesso que me esqueço disso mais vezes do que gostaria.
Mais uma vez fui colocado diante do espelho, e confirmei novamente um fato que enfatizo com freqüência. Se tornar a pessoa que queremos ser e perceber a sutil, e ao mesmo tempo contrastante diferença, entre o que somos, o que achamos que somos, e o que aparentamos ser, é bem mais difícil do que parece.
Reconheço que tenho muitas limitações, e tenho que admitir que ser colocado diante do espelho por uma pessoa com bem mais limitações que você, é bem desconfortável, e o mais triste de tudo, é que não deveria ser. Acontece que muitas vezes nós mentimos para nós mesmos sobre os nossos princípios, até que em algum momento somos imprensados contra a parede, e forçados a ver o que estamos sendo de verdade, que tipo de princípios está por trás de cada atitude. Tenho que reconhecer que momentos como esses não são nada fáceis, exige a quebra de vários paradigmas e redes neurais de longo prazo.
Mas a partir daí temos apenas duas escolhas: Ou nos encaramos, quebramos os velhos paradigmas, deixamos para trás as ancoras do passado, que só servem para nos atrasar, tornando a nossa escalada mais dura, cansativa, e transformamos o nosso presente. Ou fugimos de nós mesmos, nos escondendo covardemente atrás de desculpas que inventamos para justificar o que for mais conveniente no momento.
Freqüentemente somos muito tolerantes com nós mesmos, não temos coragem de encarar os nossos verdadeiros princípios, que muitas vezes ficam dentro de nós, no nosso subconsciente, conduzindo pequenas atitudes diárias, sem que nem percebamos que existam e façam parte do nosso verdadeiro ser. Um dos nossos maiores desafios é aproximar mais a distancia do abismo que existe entre o nosso discurso e as nossas atitudes, e encarar os nossos verdadeiros princípios.
O que conduz as minhas atitudes diárias? Baseado em que eu faço escolhas e tomo decisões? E principalmente, o que me dá o direito de julgar uma pessoa melhor do que outra? Ou me julgar como sendo melhor do que outra pessoa? Assim como todas as outras pessoas, tudo que eu sou é produto do meu passado, O que eu sou hoje nada mais é do que o resultado das minhas experiências.
Nossas experiências influenciam naquilo que nos tornamos, mas não podemos deixar nosso passado nos podar. Diferenças, limitações, e personalidades ou visões diferentes – sejam elas intelectuais, sociais, ou culturais - não torna uma pessoa mais importante do que outra. Apenas diferentes. Como diria Drummond “Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar”.
Temos que aprender que somos seres humanos em constante transformação, não existe o eu antigo ou o eu novo. Sempre estamos em transformação. Como disse o grande Sócrates: “Tudo que sei é que nada sei”. Pena que tão poucas pessoas consigam entender de verdade o que querem dizer essas palavras.
Tania
Frases de Clarice Lispector
Frases de Clarice Lispector
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector
Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Clarice Lispector
Brasília…Uma prisão ao ar livre.
Clarice Lispector
A palavra é o meu domínio sobre o mundo.
Clarice lispector
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
Clarice Lispector
Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)
Clarice Lispector
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector
Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.
Clarice Lispector
Brasília…Uma prisão ao ar livre.
Clarice Lispector
A palavra é o meu domínio sobre o mundo.
Clarice lispector
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
Clarice Lispector
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
Clarice Lispector
Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)
Clarice Lispector
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector
Meu Deus, Me dê a Coragem !!!!
Meu Deus, me dê a coragem
De viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
Todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
Como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
Entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
Com este vazio tremendo
E receber como resposta
O amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
Sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
E mesmo assim me sentir
Como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
O meu pecado de pensar.
"Clarice Lispector"
________
O poema desta página é resultado do arranjo em versos, feito pelo padre Antônio Damázio, de textos em prosa da extraordinária escritora Clarice Lispector.É bom que se diga que Clarice apesar de escrever de forma não versificada, era poeta verdadeira, pois como diz Benedicto Ferri de Barros não basta ao texto estar quebrado em linhas para ser poesia. Clarice fazia poesia sem quebrar as linhas.Uma pena que o padre sumiu, não sei onde lhe andam as alpercatas, porque seria muito válido pedir a ele que indicasse a origem dos textos que arranjou de forma tão feliz.
Tania
De viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
Todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
Como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
Entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
Com este vazio tremendo
E receber como resposta
O amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
Sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
E mesmo assim me sentir
Como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
O meu pecado de pensar.
"Clarice Lispector"
________
O poema desta página é resultado do arranjo em versos, feito pelo padre Antônio Damázio, de textos em prosa da extraordinária escritora Clarice Lispector.É bom que se diga que Clarice apesar de escrever de forma não versificada, era poeta verdadeira, pois como diz Benedicto Ferri de Barros não basta ao texto estar quebrado em linhas para ser poesia. Clarice fazia poesia sem quebrar as linhas.Uma pena que o padre sumiu, não sei onde lhe andam as alpercatas, porque seria muito válido pedir a ele que indicasse a origem dos textos que arranjou de forma tão feliz.
Tania
domingo, 10 de maio de 2009
PARA DESCONTRAIR
BAR X ACADEMIA
Por que será que é mais fácil freqüentar um bar do que uma academia?
Para resolver esse grande dilema, foi necessário freqüentar os dois (o bar e a academia) por uma semana.
Vejam o resultado desta importante pesquisa:
Vantagem numérica:
- Existem mais bares do que academias.
Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho.
*1x0 pro bar.**
Ambiente:
- No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece no primeiro gole de cerveja.
- Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia.
*2x0 pro bar.**
Amizade simples e sincera:
- No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se o seu copo está cheio ou vazio. *3x0 pro bar.*
Compaixão:
- Você já ganhou alguma saideira na academia?
Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça?
- No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja 'por conta'.
*4x0 pro bar.*
Liberdade:
- Você pode falar palavrão na academia?
*5x0 pro bar.*
Libertinagem e democracia:
- No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, problema é seu....
- Na academia, dividir um aparelho dá até briga.
*6x0 pro bar.**
Saúde:
- Você já viu um 'barista' (freqüentador de bar) reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?
*7x0 pro bar.*
Saudosismo:
- Alguém já tocou a sua música romântica preferida na academia? É só 'bate-estaca' , né?
*8x0 pro bar.*
Emoção:
- Onde você comemora a vitória do seu time?
No bar ou na academia?
*9x0 pro bar.*
Memória:
- Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos?
*10x0 pro BAR!!!**
Portanto, se você tem amigos na academia, repasse este e-mail para salvá-los do mau caminho!**
PS: Você já fez amizade com alguém bebendo Gatorade???
ENTÃO, VAMOS SIMBORA PRO BAR!!!
BEBER, CAIR E LEVANTAR... KKKKKKKKKKKKKK
Por que será que é mais fácil freqüentar um bar do que uma academia?
Para resolver esse grande dilema, foi necessário freqüentar os dois (o bar e a academia) por uma semana.
Vejam o resultado desta importante pesquisa:
Vantagem numérica:
- Existem mais bares do que academias.
Logo, é mais fácil encontrar um bar no seu caminho.
*1x0 pro bar.**
Ambiente:
- No bar, todo mundo está alegre. É o lugar onde a dureza do dia-a-dia amolece no primeiro gole de cerveja.
- Na academia, todo mundo fica suando, carregando peso, bufando e fazendo cara feia.
*2x0 pro bar.**
Amizade simples e sincera:
- No bar, ninguém fica reparando se você está usando o tênis da moda. Os companheiros do bar só reparam se o seu copo está cheio ou vazio. *3x0 pro bar.*
Compaixão:
- Você já ganhou alguma saideira na academia?
Alguém já te deu uma semana de ginástica de graça?
- No bar, com certeza, você já ganhou uma cerveja 'por conta'.
*4x0 pro bar.*
Liberdade:
- Você pode falar palavrão na academia?
*5x0 pro bar.*
Libertinagem e democracia:
- No bar, você pode dividir um banco com outra pessoa do sexo oposto, ou do mesmo sexo, problema é seu....
- Na academia, dividir um aparelho dá até briga.
*6x0 pro bar.**
Saúde:
- Você já viu um 'barista' (freqüentador de bar) reclamando de dores musculares, joelho bichado, tendinite?
*7x0 pro bar.*
Saudosismo:
- Alguém já tocou a sua música romântica preferida na academia? É só 'bate-estaca' , né?
*8x0 pro bar.*
Emoção:
- Onde você comemora a vitória do seu time?
No bar ou na academia?
*9x0 pro bar.*
Memória:
- Você já aprontou algo na academia digno de contar para os seus netos?
*10x0 pro BAR!!!**
Portanto, se você tem amigos na academia, repasse este e-mail para salvá-los do mau caminho!**
PS: Você já fez amizade com alguém bebendo Gatorade???
ENTÃO, VAMOS SIMBORA PRO BAR!!!
BEBER, CAIR E LEVANTAR... KKKKKKKKKKKKKK
sábado, 9 de maio de 2009
Meu Grande Amor
Recebi do meu querido amigo Ataide Lemos
Pego suas mãos e saio a caminhar pelo infinito
Com você tudo é diferente, tudo fica mais bonito
É como sair da realidade entrar num mundo de magia
Onde tudo tem um tom suave e muita alegria.
Em cada detalhe de você tem um toque especial
Sua delicadeza é comparada a uma bela flor
Que me embriaga com o perfume de aroma amor.
Quando estou ao seu lado sinto-me um imortal.
Em teu corpo encontro o mel que alimenta meu Ser
Que me sacia, me faz delirar em desejos e prazer
Ao nos amarmos nossos corpos compõe poesias.
Ah! Sou a pessoa mais feliz que pode existir
Pois tu és o presente mais precioso que ganhei
O qual me completa, me faz viver o que tanto sonhei.
Ataíde Lemos
FELIZ DIA DAS MÃES
MÃE

MÃE
Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!
- Mário Quintana -
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Promessas que se acabam

Promessas que se acabam
Quando nossos olhos se encontraram
Nossos sorrisos se abriram
Parecia que uma linda história de amor ali aconteceria.
Quanto mais juntos ficávamos
Uma intensidade de sentimento crescia
Éramos somente um pensamento, uma só fantasia.
Juntos formamos uma linda poesia
Nosso amor traduzia em belas canções
De tão apaixonados que viviam corações
Nossos corpos queimavam quando fazíamos amor
Éramos atraídos pelo desejo que explodiam em prazer
Seu deleite no meu completava nosso ser.
Mas de repente, sem saber por que, a luz foi se apagando
As juras, as promessas, os desejos foram se perdendo
E aquele intenso amor pouco a pouco morrendo.
Hoje nossos olhos se vêem e não se sentem
Nossos corpos já não se buscam mais
Toda a paixão que vivemos ficou pra trás.
Ataíde Lemos
Recebi este lindo poema do meu querido amigo Ataide Lemos
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Sigmund Freu, o "Pai da Psicanálise"
Como estou com todo o tempo do mundo,entre uma quimio e outra, e sempre tive curiosidade em me aprofundar em psicanálise, estou lendo e estudando, todas teses psicanáliticas e insights de Freud, portanto achei por bem, colocar uma breve literatura sobre quem foi Sigmund Freud, o "Pai da Psicanálise".
Sigmund Freud nasceu em 06 de maio de 1856 em Freiberg, Moravia. Recebeu o prenome de Scholomo Sigismund, o qual Freud mudou para Sigmund em 1878.
Nenhum dos textos anteriores ao ano de 1886 foi integrado às suas obras completas, por oposição de seus filhos e herdeiros Ernst e Anna Freud. Sua obra anterior aos textos de psicanálise, compreendendo o período de 1877 a 1886, é composta de 21 artigos sobre diversos temas: neurologia, medicina, histologia, cocaína. Sua obra sobre psicanálise é composta de 24 livros (dois dos quais com Josef Breuer, um com a colaboração de William Bullitt) e 123 artigos, além de comentários, prefácios, etc. e traduzida em cerca de 30 línguas.
Freud era o filho mais velho do terceiro casamento de Jacob Freud, comerciante de tecidos. Jacob e Amalia Freud teriam ainda mais sete filhos. Devido a má situação econômica, após um ano em Leipzig, a família mudou-se para Viena, Áustria, onde o pai estabeleceu seu comércio no bairro judeu de Leopoldstrasse.
Em 1899 Freud escreveu esta nota autobiográfica, publicada em 1901 em alemão nas Biographisches Lexicon hervorragender Arzte des neunzehnten Jahrhunderts de J. L. Pagel:
“FREUD, SIGMUND, Viena. Nascido a 6 de maio de 1856 em Freiberg, Moravia. Estudou em Viena. Aluno do fisiólogo Brücke. Promoção (título médico) em 1881. Aluno de Charcot em Paris de 1885-1886. Habilitado em 1885 (designado Privatdozent). Tem trabalhado como médico e docente na Universidade de Viena, desde 1886. Proposto como Professor Extraordinário, em 1897. Inicialmente os trabalhos de Freud trataram sobre histologia e anatomia do cérebro e posteriormente sobre temas clínicos de neuropatologia; tem traduzido os escritos de Charcot e de Bernheim. Über Coca, de 1884, é um trabalho introdutório da cocaína na Medicina. De 1891 é Zur Auffassung der Aphasien. De 1891 e 1893 são as monografias sobre as paralisias infantis, que culminaram, em 1897, no volume sobre o tema Handbuch, de Nothnagel. Studien über Hysterie, de 1895 (com o Dr. J. Breuer). Desde então Freud tem-se dedicado ao estudo das psiconeuroses e especialmente a histeria, e em uma série de breves ensaios tem enfatizado o significado etiológico da vida sexual nas neuroses. Também tem desenvolvido uma nova psicoterapia da histeria, do qual muito pouco se tem publicado. Um livro está no prelo: Die Traumdeutung (“A Interpretação dos sonhos”).
Em fevereiro de 1923 foi descoberto um tumor maligno no lado direito do palato. Foi feita uma cirurgia com a ablação dos maxilares e da parte direita do palato. Freud tinha que usar, a partir de então, uma prótese. Sofreu ao todo, devido essa enfermidade, 33 cirurgias. Tinha dificuldade para falar, mas mantinha contato com seus interlocutores e mantinha suas atividades de rotina, abandonando apenas os problemas do movimento psicanalítico, conduzido então por Ernest Jones que presidiu a IPA a partir de 1934.
Em março de 1938, quando da invasão da Áustria pela Alemanha, com a intervenção do diplomata americano William Bullitt e de um resgate pago por Marie Bonaparte, Freud e sua família deixaram Viena indo para Londres, residindo em Maresfield Gardens 20; hoje Freud Museum. Redigiu nesse país seu último texto, Moisés e o monoteísmo.
Freud faleceu em 23 de setembro de 1939 às três horas da madrugada, depois de dois dias de coma e de ter recebido de Max Schur, a seu pedido, com a concordância de Anna Freud, três injeções de três centigramas de morfina.(o que é considerada uma dose letal, injetada pura na veia).
Dica de Filme: quem quiser saber um pouco mais sobre Freud não pode deixar de assistir ao filme "Freud - Além da Alma", uma produção de 1964 dirigida por John Huston. Um filme acadêmico, inteligente e instigante, que permite uma melhor compreensão das teorias freudianas sobre o funcionamento do Inconsciente humano, e como o pensamento psicanalítico irrompeu na sociedade vienense e depois no mudo.
Através do you tube consegui um make off do filme "Freud" - "Além da Alma".
Tania
Fazer Amor

Fazer amor é coisa séria demais.
Não penso que basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo insosso, desses que dão feito fome trivial, nascida da gula descuidada, aplacada sem zelo, sem composturas, sem respeito, atendendo exclusivamente à voracidade do apetite.
Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra alma, desvendando véus, descobrindo profundezas, penetrando nos escondidos, sem pressa com delicadeza... porque alma tem tessitura de cristal, deve ser tocada nas levezas, apalpada com amaciamentos...até que o corpo descubra cada uma das suas funções.
Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa.
As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens, a boca vai acordando e retirando gostos, provando os sabores, bebendo a seiva que jorra das nascentes escorrendo em dons, é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção.
Fazer amor é Ressurreição !!!
É nascer de novo: no abraço que aperta sem sufocamentos, no beijo que cala a sede gritante, na escalada dos degraus celestiais que levam ao gozo.
Vale chorar, vale gemer...vale gritar, porque aí já se chegou ao paraíso, e qualquer som há de sair melódico e afinado, seja grave ou agudo ... há de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro.
Corpos se ajustaram, almas se matizaram...
Fez-se o Êxtase!
É o instante da Paz... é a escritura da serenidade!
E os amantes em assunção pisam eternidades !!!
sábado, 2 de maio de 2009
Quem inventou o abraço?
Pois eu descobri a origem do abraço. Realmente é coisa do começo desse século e teve sua origem (é claro) na Itália. Sim, quem inventou o abraço, desses de grudar o corpo, dar tapinhas nas costas, na barriga, na cintura, apertar mais uma vez, quem inventou isso foram os mafiosos italianos. E sabem para que? Tavam tapinhas e apalpadelas para ver se o outro tinha alguma arma no corpo. É vero?
Os japoneses até hoje não se abraçam. É que lá o espadachim estava sempre à vista. Então eles se curvavam para baixo para ver até onde ia a adaga.
Este é um de muitos de nossos lindos parques de Curitiba - Paraná
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MY PLAYLIST

amor -
"A felicidade aparece para aqueles que choram....
Para aqueles que se machucam...
Para aqueles que buscam e tentam sempre...
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas..."
(Clarice Lispector)
Para aqueles que se machucam...
Para aqueles que buscam e tentam sempre...
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas..."
(Clarice Lispector)
jogo de pedras preciosas
PouxClique sobre os conjuntos de dois ou mais pedras preciosas para removê-los antes que eles atinjam o limite máximo.
A GRAÇA
QUE TUA VIDA SEJA SEMPRE ABENÇOADA.














